
Durante a Greve da Companhia Mogiana em 1920, Armando Gomes foi preso pregando e recomendando aos grevistas a negação da autoridade policial e da propriedade privada, dizia que a existência de imensas propriedades privadas era um crime contra a natureza e contra a humanidade, que o ideal seria transformar a propriedade privada em coletiva. Edgard Louenroth publicou um boletim informativo anexo ao seu jornal " A Plebe” em que trazia em suas linhas um balanço da Greve da Mogiana (Campinas), dizia que Armando Gomes foi preso defendendo uma causa justa, cumprindo um dever humanitário quando foi traiçoeiramente preso e obrigado a cumprir a pena, pela qual lhe acusaram, em São Paulo para onde seguiu. O Centro Humanitário José do Patrocínio de São Paulo deu um voto de sentimento pela prisão de Armando Gomes, e também A União da Juventude se manifestou pela prisão de seu Presidente e finalmente a Liga Humanitária dos Homens de Cor, da qual Armando gomes era o fundador. Além disto a proximidade de Armando Gomes (1888-1944) com o anarquista Edgard Louenroth (1881-1968) perturbava demais o patronato Campineiro.
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